OsDias.com

Imagem: Crônicas do Chico
Queria entender o que os dias me trazem, sempre que ligo meu computador...
Uma angústia de não ter nada além daquilo que já conquistei, mas que longe, como a casa na praia que eu tanto quis e hoje não me recordo da ultima vez em que estive lá, me fazer chorar pensando em você.
Queria tanto te contar o que fiz ontem, na hora que me entreguei no quanto pensei em você, no calmante que tomei, pensando em te esquecer, em afastar a loucura de pensar em ter você...
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SÃO FLORES OU SÃO NALGAS


São flores ou são nalgasestas floresde lascivo arabesco?São nalgas ou são floresestas nalgasde vegetal doçura e macieza? Carlos Drummond de Andrade



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MILONGA PARA UM SOLDADO - O JOGO DA VIDA



O hei sonhado nesta casa,
entre paredes e portas,
Deus permite que os homens
sonhem coisas que são certas.
O hei sonhado mar afora,
em umas ilhas glaciárias,
que não digam os demais
o túmulo e os hospitais. 
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ELE PREFERE AS NÓRDICAS


Ele prefere as nórdicas

as ricas, as putas

as filhas das tias
letradas, peitudas
alunas da puc
solteiras, taradas
mulheres pudicas
peludas, escravas
as boas de cama
mulatas, mineiras
as freiras da itália
escocesas, peladas
as bem mal-amadas
aquelas que dizem te amo
e mais nada.

Martha Medeiros
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Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... 
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, 
E assim será possível; mas hoje não... 
Não, hoje nada; hoje não posso. 
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva, 
O sono da minha vida real, intercalado, 
O cansaço antecipado e infinito, 
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico... 
Esta espécie de alma... 
Só depois de amanhã... 
Hoje quero preparar-me, 
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte... 
Ele é que é decisivo. 
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Ter Você

É tão bom ter você,
Poder sentir teu calor,
Teu perfume,
Teu interior,
É tão bom ter você,
Mesmo em fragmentos,
Por tão raros momentos
Que eu gosto de viajar,
Para mais tarde encontrar,
A razão deste viver,
E o resto
Do tempo saber,
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A BEATRIZ


Num solo hostil, crestado e cheio de aspereza,

Enquanto eu me queixava um dia à natureza,

E de meu pensamento ao acaso vagando
Fosse o punhal no coração sem pressa afiando,
Em pleno dia eu vi, sobre a minha cabeça,
Prenúncio de borrasca, uma nuvem espessa,
Trazendo um bando de demônios maliciosos,
Semelhantes a anões perversos e curiosos.
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Tu Tens Um Medo


Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia. 

No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

Cecília Meireles
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Quem dá aos pobres, empresta a Deus




Eu, Que a pobreza de meus pobres cantos 
Dei aos heróis—aos miseráveis grandes—, 
Eu, que sou cego, —mas só peço luzes... 
Que sou pequeno, — mas só fito os Andes....
Canto nest'hora, como o bardo antigo
Das priscas eras, que bem longe vão, 
O grande nada dos heróis, que dormem 
Do vasto pampa no funéreo chão...
Duas grandezas neste instante cruzam-se! 
Duas realezas hoje aqui se abraçam!... 
Uma—é um livro laureado em luzes...
Outra— uma espada, onde os lauréis se enlaçam. 
Nem cora o livro de ombrear coto sabre... 
Nem cora o sabre de chamá-lo irmão... 
Quando em loureiros se biparte o gládio 
Do vasto pampa no funéreo chão. 
E foram grandes teus heróis, ó pátria, 
—Mulher fecunda, que não cria escravos —, 
Que ao trom da guerra soluçaste aos filhos: 
"Parti — soldados, mas voltei-me — bravos! 
E qual Moema desgrenhada, altiva, 
Eis tua prole, que se arroja então, 
De um mar de glórias apartando as vagas
Do vasto pampa no funéreo chão. 
E esses Leandros do Helesponto novo 
Se resvalaram — foi no chão da história... 
Se tropeçaram — foi na eternidade... 
Se naufragaram—foi no mar da glória... 
E hoje o que resta dos heróis gigantes?... 
Aqui — os filhos que vos pedem pão... 
Além — a ossada, que branqueia a lua, 
Do vasto pampa no funéreo chão. 
Ai! quantas vezes a criança loura 
Seu pai procura pequenina e nua, 
E vai, brincando co'o vetusto sabre, 
Sentar-se à espera no portal da rua... 
Mísera mãe, sobre teu peito aquece 
Esta avezinha, que não tem mais pão!... 
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III SAUDADES


Nas horas mortas da noite 
Como é doce o meditar 
Quando as estrelas cintilam 
Nas ondas quietas do mar; 
Quando a lua majestosa 
Surgindo linda e formosa, 
Como donzela vaidosa 
Nas águas se vai mirar! 
Nessas horas de silêncio, 
De tristezas e de amor, 
Eu gosto de ouvir ao longe,
Cheio de mágoa e de dor, 
O sino do campanário 
Que fala tão solitário 
Com esse som mortuário 
Que nos enche de pavor. 
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O CAVALO - Liberte-se



Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais par...a nada e também o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma.Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.
O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o cavalo quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
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