Às Palavras

em domingo, 2 de julho de 2017

Saudades guardo dos poemas
que não mais escrevi
por excesso de zelo.

Saudades guardo do texto
em que fluía o que hoje sinto e calo.

Não invento e nem brinco mais.
Não que houvesse brotado
um respeito que não tivera antes.

É mesmo necessário depurar?

Tenho absoluta convicção:
não sou bom desenhista,
músico, jamais serei,
por isso falo,
escrevo,
canto.

Autor: Silvio Galvão

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