A pálida luz da manhã de inverno

em quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A pálida luz da manhã de inverno, O cais e a razão
Não dão mais 'sperança, nem menos 'sperança sequer, Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer, Para o meu 'sperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fernando Pessoa

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