RUMO

em terça-feira, 11 de setembro de 2018


A Geir Campos

Somente sou quando em verso. 
Minhas faces mais diversas

são labirintos antigos

que me confundem e perdem
Meu pensamento perfura

muros de nada, à procura
do que não fui nem serei.

Ante a carne fêmea e branca
meu corpo se recompõe
ofertando o que não sou.

Meu caminhar e meus gestos
mal e apenas anunciam
minha ainda permanência.

Para chegar até onde
não me presumo, mas sou.
sigo em forma de palavra.


        Thiago de Mello




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