SUGESTÃO

em quarta-feira, 12 de setembro de 2018


Não cegues

o fio da tua lâmina

contra a pedra em que o tempo transformou
a flor antiga que inventei cantando
quando sequer chegada eras ao mundo.
Nem cultives o cardo do infortúnio
em veredas por onde eu caminhava
antes da tua mão na minha vida.
Não podes apagar o que já é cinza
nem afogar o que a água já levou.
Alguma sombra azul do que passou
vive no amor que nos abraça agora.
Não desperdices teu poder de luz.
Prepara, cada noite, a tua aurora.

Thiago de Mello

Nenhum comentário , comente também!

Postar um comentário