A PÁLIDA LUZ DA MANHÃ DE INVERNO,

em sexta-feira, 23 de novembro de 2018


A pálida luz da manhã de inverno, 

O cais e a razão 

Não dão mais esperança,em menos esperança sequer
Ao meu coração. 
O que tem que ser 
Será, quer eu queira que seja ou que não. 


No rumor do cais, no bulício do rio 
Na rua a acordar 
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer, 
Para o meu esperar. 
O que tem que não ser 
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.

Fernando Pessoa


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